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Durante reunião com sete ministros e o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Marcelo Damasceno, Lula determinou o corte do tráfego aéreo e fluvial de garimpos ilegais em terra yanomâmi, em Roraima. O objetivo é que as ações sejam feitas "no menor prazo", "para estancar a mortandade e auxiliar as famílias yanomâmi."
"As ações também visam impedir o acesso de pessoas não autorizadas pelo poder público à região buscando não apenas impedir atividades ilegais, mas também a disseminação de doenças", completou o Planalto.

No fim de semana, Marina disse à Folha de S. Paulo que governo iria fazer uma megaoperação unindo diversos ministérios. Conforme adiantou o colunista do UOL Leonardo Sakamoto, o objetivo é remover entre 20 e 40 mil garimpeiros e acabar com a exploração do ouro ilegal em território amazônico (compromisso de Lula desde a pré-campanha).
O governo já havia determinado a criação de um grupo de trabalho com "finalidade de propor medidas contra a atuação de organizações criminosas, inclusive com a exploração do garimpo, em terras indígenas", com 60 dias para concluir seus trabalhos.
Entre as razões para criação do grupo é citada a situação do povo yanomâmi, assolado por garimpo ilegal, fome, desnutrição e morte. Vamos atuar firmemente e o mais rápido possível na assistência de saúde e alimentação ao povo Yanomâmi e no combate ao garimpo ilegal."
Dois dias após visitar Roraima, o governo petista exonerou 11 coordenadores distritais de saúde indígena do Ministério da Saúde pela situação dos Yanomâmi. Um dia antes (22), o PT havia entrado com uma ação na PGR (Procuradoria Geral da República) contra Bolsonaro e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, por genocídio contra o povo ianomâmi
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