Comparada à invasão do Capitólio, nos Estados Unidos, quando Donald Trump perdeu as eleições presidenciais, o domingo foi marcado, em Brasília, por vários ataques à democracia. A invasão e destruição das sedes dos três poderes por terroristas bolsonaristas deve servir como lembrete do enorme perigo que representam esses movimentos radicais.

O presidente Luís Inácio Lula da Silva decretou intervenção federal até dia 21 de janeiro. O objetivo é “pôr termo ao grave comprometimento da ordem pública”. O interventor nomeado por Lula é Ricardo Cappelli, atual secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O ministro do STF e presidente do TSE, Alexandre de Moraes, decidiu afastar o governador Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, por 90 dias. O ministro do STF entendeu que governo do DF foi conivente com golpistas que invadiram e depredaram as sedes ícones dos poderes brasileiros.

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Moraes afirmou ainda que os ataques aos prédios e às instituições da República foram "desprezíveis" e não ficarão impunes. "A democracia brasileira não será abalada, muito menos destruída, por criminosos terroristas", completou.

Depredados, os prédios foram isolados para a realização de perícia. O objetivo é identificar as avarias e coletar evidências sobre os atos terroristas. No Palácio do Planalto, a perícia já foi concluída. Segundo a Polícia Civil, até às 23h do domingo, cerca 300 pessoas haviam sido presas por participar dos atos de vandalismo.

 

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FONTE/CRÉDITOS: Adrianne Vitoreli