O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse à Polícia Federal, que sua frase relacionada à existência de propostas de minutas golpistas “na casa de todo mundo” foi uma “metáfora”, uma “força de expressão”. O presidente do partido de Jair Bolsonaro entregou seu celular aos investigadores para que o aparelho seja periciado.

No depoimento, Valdemar afirma “que recebeu duas ou três propostas dessas”. Alegou que essas minutas vinham “sem identificação” e que chegou a receber “uma minuta de uma advogada no aeroporto”, que não conhecia.

O líder partidário disse que não abria imediatamente os documentos que recebia e que só viu que se tratava de um documento golpista quando chegou em casa e notou que “se tratava de uma proposta para acionar o art. 142”. Valdemar disse que “moía” os documentos que chegavam às suas mãos com esse teor porque “alguém poderia dizer que (ele) estaria a favor do golpe”. Alegou ainda que “sempre foi contra o golpe”.

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Ele afirmou no depoimento que não tinha relação com o ex-ministro Anderson Torres e foi apenas uma vez ao prédio da pasta da Justiça durante o governo Bolsonaro. Sobre seu questionamento da credibilidade de quase 300 mil urnas só no segundo turno, Valdemar disse que teve dúvidas sobre “urnas velhas” e que, após a resposta da corte, “tinha considerado o assunto encerrado”.

A ação culminou em uma multa de R$ 22,9 milhões aplicada ao PL por determinação do ministro Alexandre de Moraes. Com isso, todas as contas da sigla foram bloqueadas

 

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FONTE/CRÉDITOS: Da redação