Espaço para comunicar erros nesta postagem
Deputado federal reeleito para segundo mandato, o advogado José Nelto (PP-GO) requereu na Câmara dos Deputados estudo para restringir o uso de símbolos e valores nacionais em atos criminosos e vandalismo político. O deputado afirma que ficou assustado com a repercussão negativa das imagens que foram veiculadas em toda a imprensa global. Principais veículos de comunicação do mundo, "Le Monde", "New York Times", "Washington Post", "CNN" e milhares de outros veículos relacionaram os atos de violência na Capital Federal à camisa da seleção brasileira bem como â bandeira do Brasil. "Existe uma inegável preocupação com a imagem do país lá fora. E se a situação se agravar daqui para frente?". Para Nelto, o Brasil faz parte de uma comunidade global, com empresas transnacionais e enorme vocação para atrair o capital internacional. Mas as cenas recentes, como a de um homem vestido de verde amarelo e defecando dentro da Suprema Corte ou a depredação geral perpetrada por pessoas vestidas com a camisa da seleção, pode "sujar" a imagem do Brasil. A seguir trechos da entrevista.
WC - Deputado, o senhor acredita que os símbolos do país estão em risco com estas manifestações?
José Nelto - Claro, perdeu-se o controle: uma coisa é pai de família; outra é quem anda com bomba, quem quebra coisas, quem vandaliza. Defendo manifestações democráticas e legítimas. Tanto que acho normal você apresentar seu descontentamento. Fui assim a vida toda na política, atuando como opositor, mas responsável. A questão da bandeira e da camisa da seleção só agora realmente começa a preocupar: o mundo inteiro está tendo uma overdose de imagens da camisa da seleção canarinho envolvidas em atos suspeitos de terrorismo.
WC - Mas a camisa da seleção é uma criação privada e particular.
José Nelto - Sim, por isso vamos procurar debater e entender qual solução tomar. É uma entidade privada, mas a CBF representa o Brasil e não pode ter seus símbolos relacionados a atos antidemocráticos e terroristas. Existe aqui em paralelo o direito individual de usar um símbolo e o direito coletivo, da nação. Afinal, as urnas provaram: a maioria decidiu democraticamente que Jair Bolsonaro não é mais presidente do país.
WC - Como seria esta lei?
José Nelto - Seria uma lei excepcional, apenas para atender o momento. Uma vez que existe grande força comunicativa nestes símbolos. O artigo 3.o do Código Penal prevê a lei penal excepcional e a lei penal temporária. A lei excepcional é aquela que visa atender a situações anormais da vida social. Por sua vez, a lei temporária surge já com a data do término de sua vigência previamente agendada. Tais normas visam atender situações emergenciais. Passada a crise ou o que se estabelece como risco para a coletividade, ela deixa de ser necessária.
WC - O senhor propõe o debate para restringir manifestações?
José Nelto - Não. Manifestação pode e deve ocorrer. É como falei: proteger os valores nacionais. Acredito que ninguém em sã consciência vai querer ver nossos valores, nossa bandeira, envolvida em atos criminosos. E o que ocorreu domingo, até prova em contrário, foi grave. Não vi ninguém, nenhum advogado falar que não tivemos a prática de vários crimes ali nos Três Poderes. O manifestante pode usar branco, azul, rosa, vermelho, a cor que quiser, mas a bandeira deve falar pelo brasileiro como nação e não por grupos políticos.
#F5GOIÁS #F5GOIÁSPOLÍTICA #JOSÉNELTO #RESTRIÇÃOCAMISADASELEÇÃO #LEIEXCEPCIONAL
Publicado por:
F5 Goiás
F5 Goiás é um veículo de comunicação ágil, com ás melhores notícias do estado, informação em tempo recorde disponível para você.
Saiba MaisNossas notícias
no celular
F5 Goiás