A retinopatia diabética, condição reconhecida pelo Ministério da Saúde, afeta aproximadamente uma em cada três pessoas com diabetes mellitus, segundo dados oficiais. Trata‑se de uma lesão microvascular que compromete a retina, tecido responsável pela formação das imagens que chegam ao cérebro.

Nos estágios iniciais, a doença costuma ser assintomática, o que dificulta a detecção precoce e pode atrasar o início do tratamento. Quando os sintomas surgem, dentre eles, visão embaçada, dificuldade em ambientes com pouca luz, manchas no campo visual ou redução da nitidez na leitura, o comprometimento já pode estar avançado.

O exame oftalmológico deve integrar o acompanhamento de rotina de pacientes diabéticos, independentemente da presença de queixas visuais. “A doença pode evoluir durante anos sem provocar sintomas evidentes. Muitas pessoas continuam enxergando aparentemente bem, enquanto a retina já apresenta alterações importantes”, afirma a oftalmologista Simone Vieira, da Eye Clinic.

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Exames não invasivos, como o mapeamento de retina e a retinografia, permitem observar diretamente os vasos retinianos e identificar alterações precoces. A detecção precoce viabiliza intervenções terapêuticas que podem impedir a perda significativa da visão.

Simone Vieira destaca ainda a importância de um cuidado multidisciplinar: “O acompanhamento integrado entre endocrinologista, oftalmologista e outros profissionais permite controlar melhor o diabetes e reduzir o risco de complicações oculares. Em muitos casos, um exame realizado no momento certo pode evitar a perda permanente da visão”, completa.



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FONTE/CRÉDITOS: DINO